Redes Sociais e Educação

Redes Sociais: vilãs ou aliadas? Eis uma questão que divide opiniões!

Alguns pais e educadores veem as redes sociais como grandes vilãs no processo de ensino e aprendizado, apenas como mais uma causadora de desatenção, mais uma distração, mas seria isso uma verdade absoluta?

Como educador e profissional de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), estaria eu sendo totalmente contraditório se concordasse com a posição acima. Como sempre gosto de dizer, a TIC é uma ferramenta, um instrumento que, desde que bem usado, pode ser extremamente positivo, mas como toda ferramenta, se o uso for inadequado, também pode trazer consequências desastrosas.

As redes sociais são recursos disponíveis, que podem ser utilizados exatamente dessa forma, ou seja, tanto para o lado positivo quanto negativo, dependendo exclusivamente da ênfase que dermos para essa questão.

No ambiente escolar e acadêmico, elas já são uma realidade e, particularmente, sou adepto daquele dito popular: “se não pode vencê-lo, junte-se”. Na minha visão, brigar contra essa realidade é inútil, é uma batalha em que já se entra derrotado. Diante dessa situação, como vamos agir?

Mudar o foco talvez seja a grande questão.  Como é cada vez mais comum jovens e adultos se comunicando e interagindo por essas ferramentas, por que então não as utilizar como mais um recurso ao invés de encará-la como mais uma concorrente?

Outra discussão que se segue é a de invadir o espaço que é do aluno, no caso um perfil, por exemplo, com conteúdo didático, pois ele não está ali para isso. Nesse aspecto, também tenho posições definidas, pois vejo que não existe uma distinção entre ambientes para aprender e ambientes para não aprender.

Em todos os lugares podemos aprender, mesmo que seja para aprender o que não deve ser feito, mas estamos aprendendo.

Citarei novamente SILVA (2004), quando a autora afirma que:

A inserção da tecnologia com toda sua parafernália no cotidiano escolar fornece a base para uma potencial revolução no aprendizado, deslocando, inclusive, o locus do poder do professor para o aprendiz. A informática abre um espaço sem fronteiras nas mãos dos aprendizes; através dela é possível se trabalhar em tempos e maneiras individualizadas, em velocidades variadas. Por muito tempo, a educação tem feito promessas infundadas para atender às necessidades únicas dos indivíduos e ensiná-los de que maneira aprender. A era da informação com seus computadores pessoais pode tornar essa meta realidade.

 

Essa visão, de que temos espaços definidos para aprender, também precisa ser modificada, pois a relação ensino-aprendizagem pode e deve transcender as paredes de uma sala de aula e, como nos afirma LIBÂNEO (2002), “há hoje um reconhecimento de que a educação acontece em muitos lugares, por meio de várias agências”

Concordo que não precisamos invadir o espaço do aluno com apostilas, questões de provas ou atividades para notas, mas podemos estimular a discussão sobre um tema relacionado ao conteúdo da aula, uma notícia de jornal, um fato da atualidade ou qualquer outro gatilho que possa gerar uma discussão.

 

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